Cuboesia: uma instalação meio arquitetura, meio arte feita para interagir

Levando assinatura de Bel e João Diniz, o Cuboesia fez parte da CASACOR Minas Gerais 2019 e levou inspiração e poesia aos visitantes da mostra

Por Giovanna Jarandilha - 20 jul 2020, 16h18

Quando as linhas entre arquitetura e arte se dissipam, surgem projetos como o Cuboesia, uma instalação multissensorial que preencheu o Palácio das Mangabeiras durante a CASACOR Minas Gerais 2019. Em cada uma de suas faces, de quase quatro metros de altura, o cubo revelava diferentes poemas de seis versos, que vazavam através de sua estrutura em metal. A instalação também revelava uma vocação sustentável, podendo ser desmontada e montada em outros locais com pouca geração de resíduos.

A intenção de Bel e João Diniz era de que o projeto fosse um convite à interação e à reflexão. Em seu interior, era possível descobrir os textos “Hoje aqui tudo muda”, “Cubo ouve toda fala”, “Esse povo quer voar”, entre outras — uma experiência que estabelecia um diálogo pessoal com os visitantes, além de ser para eles uma fonte de inspiração. Para completar a experiência sensorial, uma trilha sonora composta e executada pelos arquitetos ditava a atmosfera do espaço.

O cubo de metal foi inserido em meio ao Jardim de Aço, uma instalação escultórica de vergalhões dobrados modularmente que se misturava à vegetação local. As peças de metal apareciam como se fossem plantas nativas do jardim, brotando espontaneamente de sua composição. O jardim também trazia letras soltas pelo gramado, que convidavam as pessoas à permanecer e à montar seus próprios poemas em uma atitude interativa.

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