Arquitetura em São Paulo: confira nossa lista com 8 projetos necessários

Para celebrar o aniversário da cidade, listamos 8 projetos emblemáticos de grandes nomes da arquitetura que são necessários a todos os paulistanos

Por Redação Atualizado em 22 jan 2021, 11h17 - Publicado em 25 jan 2021, 08h00
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José Cordeiro/CASACOR

Para os apaixonados por arquitetura, design e urbanismo ou para aqueles que apenas gostam e valorizam os grandes marcos arquitetônicos da capital, listamos construções que definem a cidade para todos os paulistanos e sua miríade de habitantes.

1- Casa de Vidro

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Divulgação/CASACOR

Considerada ícone da arquitetura moderna no Brasil, a Casa de Vidro foi o primeiro projeto construído da arquiteta Lina Bo Bardi. O loteamento da antiga Fazenda de Chá Muller Carioba, na região do Morumbi, em São Paulo, foi o local escolhido para a construção, iniciada entre 1950 e 1951.

A residência ganhou este nome por sua fachada imponente de vidro que parece flutuar sobre pilares. O seu jardim, que ocupa uma área de 7 mil m², expressa o amor do casal pela riqueza natural brasileira.

Cuidadosamente planejado e plantado pela própria Lina, a vegetação rasteira da época transformou-se em floresta particular, com trilhas demarcadas com pedras e cacos de cerâmica. Vale lembrar dos icônicos edifícios projetados pela arquiteta como o MASP e o Sesc Pompéia.

2- Oca – Parque do Ibirapuera

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Nelson Kon/CASACOR

O Pavilhão Lucas Nogueira Garcez, carinhosamente batizado como Oca foi projetado por Oscar Niemeyer, em 1951, para compor o conjunto arquitetônico original do Parque do Ibirapuera, construído para comemorar o IV Centenário da Cidade de São Paulo, em 1954. Hoje o edifício tem sido utilizado para abrigar exposições temporárias.

O Parque do Ibirapuera, nos seus 1,6 milhão de metros quadrados, abriga um lago, pistas de corrida, o Pavilhão Bienal, o Museu Afro Brasil, a OCA, MAM, MAC-USP, Obelisco, Ginásio de Esportes, Planetário, Auditório e muito mais.

Seus jardins foram desenhados pelo paisagista Otávio Augusto Teixeira Mendes, após o conceito e anteprojeto do paisagista Roberto Burle Marx. As construções históricas como os pavilhões que abrigam museus, o auditório, marquise entre outras foram concebidas pelo arquiteto Oscar Niemeyer com projetos estruturais do engenheiro Joaquim Cardozo. Todo o parque é tombado pelo Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

3- Sesc 24 de maio

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Nelson Kon/CASACOR

A nova unidade do SESC – conjunto complexo de instalações de recreação e serviços – que ocupa o edifício sede da antiga Mesbla, localizado na esquina da Rua 24 de Maio com a Rua Dom José de Barros, no centro da cidade, é um excelente exemplar de transformação no patrimônio urbano construído. O projeto é de Paulo Mendes da Rocha em parceria com MMBB Arquitetos.

4- Teatro Municipal

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Divulgação/CASACOR

O arquiteto Ramos de Azevedo e os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi começaram a construção do Theatro em 1903, e sua inauguração aconteceu oito anos depois, em 12 de setembro de 1911. Influenciada pela Ópera de Paris, a luxuosa construção finalmente colocou São Paulo no roteiro internacional de espetáculos mundiais. Os detalhes renascentistas da fachada são apenas o começo, por dentro, o visitante pode encontrar diversos adornos como cristais, afrescos e mármores.

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5- Instituto Moreira Salles (IMS)

Em meados de 2017, o centro cultural do Instituto Moreira Salles (IMS) surgiu como novo ponto artístico em São Paulo. O edifício localizado na Avenida Paulista, buscou, de inúmeras maneiras, internalizar a vida pública e apropriar-se do entorno.

O novo prédio foi projetado pelo escritório Andrade Morettin Arquitetos, onde, a busca por modelos sustentáveis criou o modelo atual, com sete andares e, todos os pavimentos contando com pé direito duplo. São 1.200 m² de área expositiva, contando com fotografia, iconografia, música e literatura. Assim, o Instituto Moreira Salles fica na Avenida Paulista, 2.424 e possui entrada gratuita.

6- Pinacoteca

Construído na última década do século 19 para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios, que nunca foi totalmente concluído. Em novembro de 1905 foram executadas as primeiras obras de adaptação, ainda sob o plano e direção do arquiteto Ramos de Azevedo, para receber a primeira coleção de apenas 26 obras pertencentes ao Estado e que passaram a constituir a Pinacoteca. Hoje, o acervo conta com cerca de nove mil peças, que retratam a produção brasileira do século 19 até a contemporaneidade. Enquanto o segundo andar abriga o acervo fixo do museu, o espaço do primeiro andar do prédio é reservado para exposições temporárias, que ocorrem periodicamente. Em 1998, o edifício é reinaugurado com a adaptação completa conduzida pelo mestre Paulo Mendes da Rocha em parceria com Eduardo Colonelli e Weliton Ricoy Torres.

7- Edifício Itália

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José Cordeiro/CASACOR

A história do prédio começa bem antes da sua construção. Em 1911, o Circolo Italiano foi criado e, poucos anos depois, em 1923, foi construído, no terreno onde hoje se encontra o Edifício Itália, uma pequena sede, que começou a ganhar cada vez mais força e importância. Já em 1960, foi decidido que deveria ser criada uma sede maior para a entidade. Com projeto do arquiteto Franz Heep, o edifício foi inaugurado em 1965, após quase cinco anos de construção. O segundo prédio mais alto de São Paulo superou as expectativas de forma brilhante. E continua chamando a atenção de paulistas e turistas pela sua arquitetura modernista, pela sua localização e, sem dúvidas, pelos seus 156 metros de altura.

8- Biblioteca Mário de Andrade

 

Fundada em 1925 como Biblioteca Municipal de São Paulo, é a maior biblioteca pública da cidade e a segunda maior biblioteca pública do país, superada, apenas, pela Biblioteca Nacional. O crescimento de seu acervo e serviços ocasionou a mudança da biblioteca para o atual edifício, localizado na Rua da Consolação. Inaugurado em 1942, o novo edifício, projetado pelo arquiteto francês Jacques Pilon, é considerado um marco da arquitetura Moderna em São Paulo.

A recuperação e modernização da Biblioteca ficou a cargo do escritório Piratininga Arquitetos Associados. Em 2005, deu-se início aos trabalhos do plano de integração de diversas disciplinas técnicas: arquitetura, restauro, acústica, engenharia de fundações, de estruturas e de instalações. “Desde o início, entendemos o uso contemporâneo como uma condicionante para a preservação do patrimônio arquitetônico, e isso exigiu análise cuidadosa do funcionamento da Biblioteca para definir as diretrizes do projeto”, conta Renata Semin, sócia do Piratininga Arquitetos.

 

 

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