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Uma revolução francesa na história do automóvel

Ao longo dos seus mais de 110 anos de vida, a Renault foi uma das principais responsáveis pela modernização do segmento automotivo

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Tudo começou com uma aposta. Em 1898, quando o conceito de automóvel ainda engatinhava, o francês Louis Renault tentava convencer seus amigos de que sua ideia de utilizar um eixo cardã para transmitir a força do motor para as rodas era mais eficiente que o sistema de correntes utilizado nas motos e bicicletas. Louis e seu invento teriam de ser mais rápidos que um carro com transmissão por corrente na subida da Rue Lepic, no bairro parisiense de Montmatre. A vitória na aposta estabeleceu uma solução de engenharia adotada até hoje em diversos automóveis, e garantiu uma encomenda inicial de 13 unidades do Type A, o primeiro Renault de uma longa e rica história. 

A empresa também seria pioneira no uso de volante – até então, os carros eram conduzidos por uma espécie de leme – e, em pouco, tempo se firmou como um dos pilares da nova indústria. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ficou célebre o episódio em que milhares de táxis Renault foram solicitados para transportar o exército francês rumo ao front, onde lutariam ao lado de outra criação motorizada da marca, o tanque FT17. A experiência com aviões, outra área cheia de inovações, influenciaria projetos como o do Viva Grand Sport, um esportivo luxuoso com linhas aerodinâmicas visionárias para a época. 

Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Renault foi pioneira no entendimento das necessidades de um público cada vez mais urbano e racional. Modelos compactos, como os R4 e R5, venderam milhões de unidades graças à polivalência e funcionalidade. Em 1964, o R16 popularizou o conceito de modularidade, com bancos traseiros rebatíveis e uma tampa de porta-malas que ia do parachoques até o teto, permitindo o acesso de cargas volumosas. O modelo foi o primeiro Renault a ser eleito o European Car of The Year, uma votação criada por jornalistas de todo o continente, e que seria vencida pela marca outras cinco vezes em sua história. 

Em segmentos mais sofisticados, a dupla R15 e R17 marcou a década de 1970 com um design híbrido entre coupé e hatchback, combinando espaço para a família e elegância visual. A busca por eficiência aerodinâmica teria seu ápice com o Renault Fuego, de 1980, um automóvel tão estiloso e marcante que acabaria aparecendo em dois filmes da série James Bond.  Quatro anos depois, a Renault Espace se tornaria a primeira minivan moderna do mercado, revolucionando o conceito de veículo familiar com múltiplos usos, capaz de levar até sete passageiros em diferentes configurações de habitáculo. 

A modularidade também seria o destaque de outro ícone industrial, o Renault Twingo. O formato monovolume, o estilo original e o aproveitamento do espaço interno estabeleceram um novo padrão para todos os carros urbanos posteriores. Extrapolando o universo dos automóveis, o Twingo já foi homenageado por artistas plásticos e exposições de design, tornando-se o veículo preferido entre jovens e adultos com um estilo de vida dinâmico. 

A partir da década de 1990, modelos como o hatch Clio, o sedã Megane e a minivan Scenic ganhariam alcance global, hoje presente em 118 países. Sob o comando do brasileiro Carlos Ghosn, um dos executivos mais admirados da atualidade, a Renault já possui fábricas na Europa, Ásia, África e América do Sul, oferecendo opções para todos os segmentos, desde os populares Logan e Sandero até o luxuoso Fluence. A companhia também consolidou uma sólida reputação nos esportes a motor – bicampeã da Fórmula 1 em 2005 e 2006, quando possuía equipe própria, e nada menos que onze vezes campeã como fornecedora de motores. 

Líder européia na produção de veículos elétricos, com projetos ambiciosos que englobam não apenas os veículos, mas também os sistemas de recarga de baterias e de compartilhamento entre usuários, a Renault pavimenta o caminho para novas revoluções sobre rodas, tendo como pano de fundo uma série de legados já estabelecidos na história do automóvel.

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